quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Um brinde à história que se repete.

Dei por mim a recordar a noite anterior.

Tinha sido bastante interessante. Tinha visto pessoas que já não via há muito tempo e matado as saudades de outras tantas. Bebi o suficiente para me manter animada a noite toda e dancei até não aguentar mais em cima daqueles saltos altos que tantas dores me provocam e que eu mesmo assim adoro e insisto em usar.
Lá estava eu no meio da pista a dançar, rodeada de uma multidão de pessoas, quando de repente começou a tocar a nossa música, e como por ironia do destino, olhei para trás e lá estavas tu.
Coincidência, não é?

Olhei para ti e esbocei o meu mais sincero e verdadeiro sorriso. Pensei em ir ao teu encontro, até ver que não estavas sozinho. E quando digo isso, não me refiro aos teus amigos de quem eu tanto gosto e com quem eu cheguei a estar tantas vezes quando acompanhada contigo, refiro-me à linda companhia que recentemente tu encontraste para passar os teus dias.
Fiquei surpresa por ainda me fazeres sentir inveja dela, e ao mesmo tempo, esse sentimento de tristeza e angústia por ver que novamente te encontras com alguém.
Gostaria de dizer que fico feliz por ti, como muitas vezes já o fiz, mas não consigo sabes?
Ela é linda admito, e até acho que ficais bem juntos se queres saber, mas sei que ela nunca saberá amar-te como eu o fiz, como eu tão bem ainda o sei fazer.
Passei o resto da noite a tentar evitar-te, não queria nem conseguia enfrentar a situação. Queria apenas dançar, algo que eu tanto gosto de fazer, dançar para esquecer.
Quando cheguei a casa, descalcei os meus saltos altos, tirei toda a maquiagem que ainda me restava, e vesti o pijama espalhando-me sobre a cama.
Os meus pés doíam, sentia-me enjoada e cansada.
Chamei-te mil e um nomes, a ti e a ela, essa tua amiga que tu arranjaste, porque sim, estou magoada, irritada e farta de ver a mesma situação acontecer vezes sem conta.
Mas no final de tudo, percebi que nem tu, nem ela têm culpa.
E que tu, podes ter todos os defeitos do mundo, e ainda assim, continuas a ser melhor do que o resto do mundo.




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