Mais uma
noite, sentei-me, pedi o meu café e olhei ao meu redor. Ainda não estavas ali.
Pensei em como seria bom ter a tua companhia, e no mal que isso me faria, no
entanto, queria ver-te. Chama-me masoquista, mas a verdade, é que quando estou
contigo, consigo sempre ficar melhor.
Estranho, não é?
De repente, apareceste. Não vieste ao meu encontro como passarás os tempos anteriores a fazer, não me deste um beijo e tão pouco mandaste as tuas piadas do costume. Limitaste-te a sentar perto de mim. Estávamos sós. Acendeste o teu cigarro e olhaste para mim:
Estranho, não é?
De repente, apareceste. Não vieste ao meu encontro como passarás os tempos anteriores a fazer, não me deste um beijo e tão pouco mandaste as tuas piadas do costume. Limitaste-te a sentar perto de mim. Estávamos sós. Acendeste o teu cigarro e olhaste para mim:
- Tens isqueiro?
Não consegui digerir de imediato as tuas palavras..
- Sim.. sim, eu tenho!
Olhaste para
mim indiferente, pegaste no isqueiro e devolveste-me-o. Nem um obrigada. Se
soubesses o quanto esse silêncio me perturba.
Olhei para ti, e vi o quão diferente te encontravas. Os teus olhos lançavam-me um olhar vazio, o teu ar era frio, sim, tu estavas diferente. Pensei que talvez te encontrasses mal como eu me encontrei durante tanto tempo nestes últimos dias.. As mesas foram ficando cada vez mais cheias, e quando dei por mim, encontrava-mo-nos no meio de todos os nossos amigos. Sim, mais uma coisa que tínhamos em comum!
Vi-te a rir.. Percebi que não tinhas mudado assim tanto, o teu sorriso continuava intato. Eras a mesma pessoa com toda a gente, apenas comigo as coisas tinham mudado.
Dirigi-me a ti, e tentei pronunciar a única palavra que tanto me atormentava.
Olhei para ti, e vi o quão diferente te encontravas. Os teus olhos lançavam-me um olhar vazio, o teu ar era frio, sim, tu estavas diferente. Pensei que talvez te encontrasses mal como eu me encontrei durante tanto tempo nestes últimos dias.. As mesas foram ficando cada vez mais cheias, e quando dei por mim, encontrava-mo-nos no meio de todos os nossos amigos. Sim, mais uma coisa que tínhamos em comum!
Vi-te a rir.. Percebi que não tinhas mudado assim tanto, o teu sorriso continuava intato. Eras a mesma pessoa com toda a gente, apenas comigo as coisas tinham mudado.
Dirigi-me a ti, e tentei pronunciar a única palavra que tanto me atormentava.
- Porquê?, perguntei.
- Porquê?
- Sim. Porque estamos assim?
- Assim como?
Nisso
continuavas igual, quando a conversa não era do teu agrado, o teu lado
despercebido aparecia com a mesma facilidade que cada palavra tua me despedaçava.
- Não consigo. Pára, por favor!
- Eu não estou a fazer nada S.
- Estás sim, por favor, pára!
Olhou para
mim, riu-se. Foi a minha vez, peguei no maço e acendi um cigarro.
- Vais fumar?
- Sim, não posso?
- Podes, mas não devias.
Pensei no
rídiculo que aquelas palavras me soavam.
- Tu preocupado? Estou admirada.
- Fumar mata.
- Encontrei uma semelhança.
Olhou para
mim curioso, e vi-me forçada a explicar.
- Tu e o tabaco..
A sua expressão levou-me a
continuar.
- Avisaram-me da pessoa que eras, como os avisos do tabaco avisam os fumadores, acho que fiz o mesmo, ignorei.
- É essa a tua semelhança?
- Sim, além disso, ambos me vão matando aos poucos, exatamente com a mesma lentidão.
